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Lançamentos

Fiat estuda volta do Punto na Europa com desenho sem apelo retrô

Hatch complementaria o Grande Panda com foco em conforto e viagens; no Brasil, a novidade prevista para 2026 é o Argo X

Arnaud Belloni, novo CEO de Fiat, Abarth e Lancia, defende o retorno do Punto para enfrentar o Renault Clio na Europa. O hatch teria desenho próprio, sem apelo retrô, e uma proposta mais refinada que a do Grande Panda.

Fonte: Motor1 Brasil
Fiat Punto, hatch compacto da marca italiana.

O Fiat Punto pode voltar ao mercado europeu para enfrentar o Renault Clio, com desenho próprio e sem apelo retrô. Arnaud Belloni, novo CEO de Fiat, Abarth e Lancia, defende um hatch voltado ao conforto e ao uso em estrada para complementar o Grande Panda.

Fora da linha europeia desde 2018, o Punto deixou um espaço que o executivo quer recuperar. Hoje, o Grande Panda é o único representante da Fiat nesse segmento por lá. Na proposta de Belloni, os dois compactos ficariam abaixo do SUV 600.

Em entrevista à L’Automobile Magazine durante o Salão de Paris, o dirigente defendeu a reconstrução da dupla que dividiu a oferta de compactos da italiana durante décadas. O Punto seria a opção mais refinada ao lado do Panda.

Para Belloni, a retirada do hatch facilitou a vida de Renault e Volkswagen na Europa, em uma categoria na qual a Fiat tem tradição. “Uma marca como a Fiat precisa obrigatoriamente ter um Punto em sua linha”, afirmou.

O executivo também apontou o fim do Ford Fiesta e a falta de uma nova geração do Volkswagen Polo a combustão como oportunidades aproveitadas pelo Clio. Belloni trabalhou no marketing global da Renault entre 2020 e 2026, antes de assumir as três marcas da Stellantis em setembro.

Agora, ele quer usar essa experiência para recolocar a Fiat entre as opções de hatch compacto europeu. Se sair do papel, o Punto teria uma missão semelhante à do Clio na Renault: representar a marca entre os modelos tradicionais, sem o visual retrô de Renault 5 e Grande Panda.

Embora o nome tenha história, Belloni descartou a necessidade de recuperar as linhas das gerações anteriores. Segundo ele, “o neorretrô não tem lugar aqui”. O dirigente vê maior liberdade de desenho nesse segmento, como ocorreu na mudança de geração do próprio Clio.

Essa abordagem diferenciaria o Punto do Grande Panda e do Argo X, que apostam em carroceria mais alta, quadrada e com elementos de SUV. O hatch teria foco em conforto e versatilidade nas viagens, retomando o papel que ocupava acima do Panda original.

A discussão sobre o retorno começou antes da troca de comando. Em fevereiro de 2025, Olivier François, então chefe da Fiat, também defendeu a possibilidade. Na época, ele associou a ideia ao interesse por elétricos com carroceria mais baixa e melhor aerodinâmica que a dos SUVs.

No Brasil, a novidade prevista ainda para 2026 é a segunda geração do Argo, com o sobrenome X. Irmão direto do Grande Panda europeu, o modelo terá visual retrô e carroceria quadrada, com adaptações à realidade do mercado brasileiro.

Ainda não está definido se um eventual novo Punto teria espaço por aqui. A Fiat concentrou suas apostas no Argo como principal hatch, aposentando Uno, Palio e Punto. O Mobi permanece na base da gama como subcompacto.

Até agora, os planos da marca até a virada da década incluem apenas as renovações de Pulse, Fastback, Strada e Toro.

O Punto foi lançado na Europa em 1993 para substituir o Uno e atravessou três gerações. A última surgiu em 2005 como Grande Punto, com desenho da Italdesign, e deu origem ao modelo que chegou ao Brasil dois anos depois.

No mercado brasileiro, o hatch foi vendido de 2007 a meados de 2017, posicionado acima do Palio. Buscava compradores de um compacto mais refinado, sem exigir o porte maior do Bravo, também oferecido naquela época. Ao encerrar sua carreira, abriu espaço para o Argo.

Fonte: Motor1 Brasil